
Proposta comercial 147.26 · Warner Bros. + HBO
Pottercabana é a nossa forma de trazer Hogwarts para o Rio. Para o lançamento da série Harry Potter e a Pedra Filosofal na HBO MAX, propomos um filme gravado em locações reais da cidade, do Cristo à Lapa, da Selarón ao Réveillon de Copacabana, com a coruja Edwiges criada em pós-produção conduzindo o voo que liga o universo do primeiro livro ao Rio. Aqui está a proposta para produzirmos isso juntos. Logo abaixo, o tratamento de Stéphanie Saramago mostra o caminho, plano a plano.
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Eu tinha dez anos quando o primeiro livro de Harry Potter chegou ao Brasil. Ainda me lembro da sensação de ver aquele universo ganhar forma a cada página e de descobrir seus personagens e lugares e, por alguns instantes, acreditar que a magia podia existir um pouco mais perto da gente.
É justamente essa sensação que queremos trazer para este filme.
Nossa premissa é fazer a magia de Harry Potter atravessar mundos e chegar ao Rio de Janeiro, encontrando uma cidade que também carrega algo de extraordinário em sua natureza, sua cultura e na maneira como celebra.
Do universo de Hogwarts às ruas do Rio, construímos uma jornada que aos poucos aproxima esses dois imaginários até desembocar em Copacabana, na maior celebração de um novo começo.
O filme parte de cenas icônicas da série e, em um sobrevoo que atravessa Londres até chegar ao Rio de Janeiro, aproxima esses dois universos por meio de um mesmo tom de encantamento e celebração.
A linguagem se apoia fortemente em imagens aéreas, mas evita um olhar excessivamente distante. Queremos voar próximo o suficiente do chão para sentir a cidade acontecendo: pessoas sambando, dançando, circulando e, em alguns momentos, até percebendo a presença da coruja.
Esse equilíbrio entre escala e proximidade ajuda a transformar a cidade em parte ativa da narrativa, mantendo o voo grandioso sem perder a conexão humana.

Partimos do universo de Harry Potter e seguimos o voo da coruja em uma travessia que aproxima Londres do Rio de Janeiro. Aos poucos, a celebração épica dá lugar a uma cidade solar.
A câmera acompanha esse percurso de forma fluida, alternando os sobrevoos ritmados com momentos mais próximos da cultura carioca. A coruja passa a provocar pequenos encontros pelo caminho, fazendo com que a magia se torne cada vez mais presente e possível.
Do Cristo à Lapa, da Selarón à chegada em Copacabana, o filme constrói uma celebração em movimento conectando dois universos até desembocar no Réveillon e marcar o início de um novo capítulo.







































A chegada ao Rio acontece aqui. A coruja surge em um céu aberto e luminoso, atravessando a paisagem até encontrar o Cristo Redentor. O movimento de câmera acompanha esse voo de forma próxima e fluida, apresentando a cidade com impacto, mas sem perder a sensação orgânica de um pássaro em deslocamento.

Na Lapa, o filme se aproxima da energia da cidade. A coruja atravessa os Arcos e mergulha em direção à roda de samba, conectando o movimento aéreo à pulsação da cena. Aqui, a câmera se aproxima mais das pessoas, dos gestos e da música, deixando o Rio ocupar o filme de maneira mais viva.

Na Escadaria Selarón, o voo encontra o passinho. A coruja atravessa o espaço enquanto os jovens dançam, criando um encontro entre o movimento da câmera e a coreografia dos corpos. Desse momento mágico e enérgico, a coruja voa rumo às nuvens, para enfim chegar à noite de ano novo.
A fotografia do filme é solar, luminosa e atravessada pela atmosfera do verão carioca, traduzindo visualmente o Rio de Janeiro de fim de ano.
A câmera alterna entre sobrevoos de drone e momentos em que nos aproximamos das pessoas em cena. As imagens aéreas são rápidas, fluidas e próximas das locações, buscando reproduzir a sensação do voo de um pássaro: mergulhos, rasantes e movimentos que revelam os monumentos de maneira viva e dinâmica.
Para ampliar a emoção e tornar essa magia mais presente, queremos que algumas pessoas percebam a passagem da coruja. Esses pequenos pontos de conexão ajudam a ancorar o fantástico no real e fazem com que a magia aconteça dentro da própria cidade.
A direção de arte entra como apoio à narrativa e à ambientação carioca, através de objetos que ajudam a dar verdade e personalidade a cada cena: as cadeiras da roda de samba, as câmeras dos turistas na Escadaria Selarón e a bicicleta de inspiração retrô.
Entre esses elementos, propomos também pequenos easter eggs do universo de Harry Potter, inseridos de forma que só um espectador mais atento seria capaz de encontrar. Uma caixa de feijõezinhos mágicos, um capacete com o raio característico de Harry ou outros códigos discretos podem criar essa camada extra de encantamento.








A presença da marca de Harry Potter acontece de forma sutil e integrada à narrativa.
Ela aparece primeiro através da própria coruja, elemento que conduz o filme e conecta os diferentes universos. Ao longo das cenas, essa presença também se desdobra em pequenos códigos visuais inseridos de maneira orgânica.
Propomos trazer pontos de cor em tons de bordô e dourado no figurino da figuração e/ou do elenco, criando ecos visuais que reforçam a identidade do universo de Harry Potter sem tornar a presença de marca literal ou excessiva.
A montagem deve ser dinâmica e fluida, acompanhando a sensação de um voo contínuo que atravessa Londres e chega ao Rio de Janeiro.
É também na montagem que integramos a coruja ao filme, costurando sua trajetória aos diferentes espaços e criando continuidade entre os universos.
Ao final, desembocamos no Réveillon de Copacabana, onde essa jornada se concretiza e marca a chegada da nova temporada em uma celebração grandiosa.
Filme de até 60s, nos formatos 16:9 e 9:16

Tratamento por Stéphanie Saramago · Rastro Films · 2026